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Unha encravada: prevenção e tratamento do problema

Também chamada de onicocriptose, a condição ocorre quando uma das bordas da unha se enterra na pele ao seu redor. Se continuar crescendo, a derme do dedo se torna uma barreira, o que ocasiona os principais sintomas desconfortáveis.

Dicas para evitar a unha encravada

Algumas pessoas já têm certa predisposição para unhas encravadas, por conta de características como unhas muito grandes em relação aos dedos ou que possuem tendência a crescer para baixo. Às vezes, o encravamento também pode ocorrer pelo uso de sapatos apertados.

De maneira geral, a podóloga Cristina Lopes, coordenadora técnica da rede Doctor Feet, compartilha as seguintes dicas para evitar que as unhas encravem:

1 – Cortar as unhas dos pés de maneira correta, respeitando a linha de crescimento. Ou seja, nem totalmente quadrada e nem 100% arredondada. Se a sua tiver curvas, cuide para não cortar reto demais.

2 – Não use cortadores de unhas. Prefira alicates de corte, que facilitam acompanhar o formato. Caso não tenha alicate, utilize uma tesourinha.

3 – Evite calçados apertados e de bicos finos. Os dedos precisam ter espaço para se movimentar.

É válido ressaltar que, na maioria dos casos de encravamento, a ponta da unha cresce e penetra a pele ao seu redor por conta do corte errado e do uso de sapatos apertados ou pontiagudos. O quadro se caracteriza pela inflamação e vermelhidão dos cantos das unhas que podem, eventualmente, formar um tecido inflamado com secreção.

A unha encravada pode ser classificada em três diferentes graus. No grau I, só há queixa de dor. No grau II, há também uma secreção sanguínea ou purulenta. Por fim, o grau III se caracteriza pelo quadro de dor, secreção e hipertrofia da área acometida.

Tratamento das unhas encravadas

Inicialmente, é importante frisar que o tratamento da unha encravada deve ser realizado por um profissional capacitado. Não tente solucionar o problema sozinho: ele pode virar um ferimento e até inflamar.

Nos casos mais leves de encravamento, como os do grau I, é possível contornar o incômodo com métodos conservadores, que incluem tratamentos com antibióticos, colocação de algodão entre a unha e a borda lateral e uso de órteses acrílicas.

Já nos casos mais graves (grau II e III), são indicadas cirurgias que retiram a parte da matriz e lâmina da unha envolvidas no processo de encravamento, a borda ungueal lateral hipertrófica e do tecido inflamado. Tais cirurgias só devem ser realizadas por médicos.

Fonte: MZ PORTAL
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